Estamos em rede…e então?

mãe_galobomAtualmente a gestão de uma relação não passa somente por aqueles com quem se partilha a casa, por aqueles com quem efetivamente se está, existindo muitas solicitações e muitos contactos que por vezes contaminam negativamente as relações.

foto youtube
Alexandra Alvarez

Focalizando só nas redes sociais é possível encontrar um sem-número de “ruídos” a que qualquer relação tem que sobreviver estoicamente todos os dias: as amizades virtuais, mensagens que se enviam e não enviam, minutos em que se esteve on line, tempo de demora nas respostas, mensagens visualizadas e não respondidas, mensagens enviadas e não lidas, conhecer as rotinas do parceiro e saber que anda sempre agarrado ao telemóvel ou ao pc, e que ainda assim às vezes não responde, mensagens que se enviam por hábito, mensagens espontâneas, número de likes nas publicações suas e nas dos outros, número de amizades, visualização dos amigos que colocam likes nas publicações de cada um, respostas dadas … e um número enorme de muitas outras situações poderiam ser enunciadas.

Esta questões muitas vezes funcionam como pressão. Porque os tempos de uns não são o de outros. Porque para uns há questões impensáveis em termos de redes. Porque para outros nada disso é valorizado. Porque até se consegue ler nas entrelinhas sobre o suposto estado de espirito do outro, e essa leitura condiciona automaticamente o leitor. Porque há dias simplesmente em que não se conseguiu responder no tempo. Porque se está on-line nas redes mas off-line na vida real.

Enfim, é como se achasse que estar em rede é estar em contacto permanente, permanentemente disponível. E, aleluia pela existência de emoji que simplificam tanta coisa e permitem que se marque a presença de uma forma simplificada, quando ainda assim se sabe que se não chegar uma mensagem o recetor em espera desespera.

Não troque o telefonema de viva voz pela mensagem do WhatsApp, o olhar pela foto do Instagram ou o toque pelo emoji do Messenger.

É comum que me digam: “Dra. O Daniel tem sempre forma de responder…por isso não percebo que mande uma mensagem às 9h e ele só responda às 11h 30”; “Dra. a Sofia tinha estado online segundos antes…porque não me disse nada e nem abriu a minha mensagem?”

Será importante perceber a “bondade social” das redes sociais ao nível das interações humanas simples, que será a de facilitar o contacto entre pessoas com interesses e vínculos comuns. E que esta bondade não seja desvirtuada.

Colocar as redes sociais como foco principal das relações de maior proximidade pode efetivamente colocar as mesmas em risco. As relações com as pessoas que são significativas na vida de cada um, idealmente devem ser alimentadas e suportadas em interações diretas, na voz, no toque, no olhar, porque é através dos cinco sentidos que se alicerça a confiança essencial ao papel e lugar que cada um ocupa definitivamente na vida do outro.

INVISTA NAS RELAÇÕES QUE REALMENTE SÃO SIGNIFICATIVAS PARA SI!

Alexandra Alvarez I Agendamentos: 911 846 427

 

Publicado por Terapia Familiar e de Casal - Alexandra Alvarez

Olá, sou Alexandra Alvarez, mãe de 5 filhos, terapeuta familiar e de casal, formadora e supervisora. Faço consultas com famílias e casais para "fazer acontecer" relações positivas! Uma nova oportunidade, para que todos sejam ouvidos e para que todos possam ouvir, numa perspetiva de entendimento e reforço de competências. " Family trainer " (inspiração no personal trainer), num modelo aproximado de coaching familiar, parental e de casal! Com paixão!

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