Não tenha medo e sente, faz sentir e vive a sensação

Sentir, sentir mesmo, sentir agora, sentir depois, sentir sempre vontade, alegria e realização pessoal quando se acredita que é possível. As armadilhas da vida, os empurrões que nos dão, o desanimo que apressadamente nos invade e a incerteza de sermos capazes, não podem destruir o sentimento que nos move. A resiliência é uma virtude inata que podemos desenvolver, que existe em nós e surge sempre que é preciso continuar, olhando em frente e procurando resultados.
Ainda que por vezes nos pareça improvável que consigamos atingir o efêmero objetivo que tínhamos, jamais poderemos deixar de sentir a magia de quem coloca a paixão em tudo o que faz.
Sentir que nada nos pode deter vem do fundo da nossa alma, bem do centro das nossas entranhas pela confiança de que somos donos da nossa vontade. Há contratempos, claro que sim, mas esses não passam de pequenos testes à nossa confiança e de qualquer modo são de uma utilidade extrema, pois dão -nos a certeza de que nos temos que robustecer.
Inevitável que acreditemos em nós mesmos , mas igualmente valido que acreditemos naqueles que integram e sustentam as nossas transações intimas.
Eu sinto que tu sentes o que eu sinto e isso é sentir. A nossa relação é por hipótese subjetiva para os outros mas objetiva para nós, que a vivemos e sentimos. Permito-me sentir o que tu sentes, a nossa sistêmica e a nossa dinâmica, onde o nosso sentir é nosso, e não dos outros. A nossa experiencia relacional assim o permite e facilita. As emoções que encerramos em cada um de nós enquanto família transformam a nossa identidade individual e o nosso um, transforma-se num todo e isso possibilita-nos sentir que somos um.
Pensava eu não ser possível sentir alegria assim, percebi que esse sentir existia e eu queria.

 

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar, Parental e Conjugal

Consultas de 2ª a sábado após as 17h nos dias úteis, e manhãs de sábado. Faça o seu agendamento pelo TM 911 846 427. Clinica Biuti, em Alvalade.

Que pena não termos tentado o impossível

Faltou tentar o impossivel ! Tanto nos preocupava o futuro que deixavamos perder o presente. Porque estaríamos nós tão preocupados com o futuro? Não será que as relações com presente têm o futuro assegurado?
Só tentará o impossível quem realmente queira o impossível ter. O impossível só é acreditado por quem tudo crê poder conseguir. O impossível só o é sem determinação e acontece só por ser acreditado, viver em check list não chega, há que levantar voo.
E é quando levantamos voo que conseguimos abranger a totalidade do outro, a vista aérea tem planos invisíveis a quem não voa. Tentar o impossível é lidar com todos estes ângulos, com todas as possibilidades, e arriscar, é investir em algo, sem investimento dificilmente há resultados. Permite-nos ver o outro.
E ali estava Sofia! O desejo de ser mãe de um filho do António era já uma certeza, sempre o foi, mas para António as coisas não se passavam de forma tão certa. Se tivesse entendido a Sofia poderia ter feito diferente, mas precisou de se entender primeiro a ele próprio não se decidindo no seu desejo, decidindo-se antes no evitar a intimidade que poderia conduzir a uma paternidade não previsível por si.
Sofia por sua parte pôs em duvida a sua feminilidade e reprimia uma libido que chegou a considerar odiosa, pois o prazer que incessantemente buscava não era correspondido, sem que ela supusesse a inoportunidade vivida por António. Conversarem os dois sobre uma vida a três não foi uma opção. Sofia porque não queria ver vedado o seu anseio, António porque não queria formalmente vedar o anseio de Sofia. Mas conversar, expor os sentimentos que trespassavam um e outro era impossível, ambos sabiam que a dessintonia de desejos acabaria por apontar para estradas diferentes, que ambos receavam percorrer sozinhos.

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar, Parental e Conjugal

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É o que é e foi o que foi

Foi tão inesperado como expectável, tão surpreendente quanto previsível. Ela sempre fora um espírito inquieto, a vida estava no desconhecido, em tudo quanto a pudesse surpreender e apanhar desprevenida. Ao invés, ele gostava de vê-la esvoaçar mas isso ocasionava-lhe ansiedade pois nunca conseguiria esvoaçar assim. A sua interrogação era perplexa porque o seu ser metódico, a sua logicidade e os seus escrúpulos impediam-no de sentir e agir diferente. Como lhe poderia explicar ele que sim, ela poderia fazer o que quisesse, podia sonhar na sua dimensão ininteligível para ele, mas alguém tinha que garantir a seriedade da vida, ainda que o outro alguém não entendesse a vida assim.
Muitas vezes a interrogação sobre como ele poderia amar alguém assim se lhe figurou ao espírito, mas era verdade, tinha a certeza que aquela mulher era a sua vida, o seu respirar, o garante de que um dia ele talvez conseguisse esvoaçar. Vontade adiada por incapacidade de arriscar. Tudo nele era contido, menos o amor por aquele ser poderoso e misterioso que era ela.
Para ela cada vez resultava mais difícil viver um amor assim. Queria tanto esvoaçar com alguém, sem limites, sem razões e sem porquês. A razão do seu desamor soava a hipócrita porque eram razões baseadas em suaves desencontros, que com o passar dos anos fenderam brechas maiores.
Como explicar o desamor ao homem que tem a sua vida pendente na tua? Como explicar a quem não esvoaça que sem esvoaçar se tornou insustentável a comunhão dos dois?
Validar o fim de uma relação pelo facto de alguém não esvoaçar não parece legítimo. Os fins de um amor raramente acontecem por fragilidades voláteis.
O que pensarão os outros quando ela disser que não teve companhia para se alargar nos horizontes celestes do céu? Mas foi, foi o que foi.

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar, Parental e Conjugal

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Vamos indo! Quando é que estamos?

O vamos indo é uma resposta muito utilizada quando nos perguntam como estamos e não significa mais do que vamos estando. Nesta
afirmação está subjacente um desejo de um dia virmos a ESTAR. Como se eu não me decidisse verdadeiramente a ESTAR alguém decidiu por mim – o juiz, a pedido do meu marido, que naquela terça feira, 13, me leu a sentença declarando a ré, eu própria, culpada, por não amar incondicionalmente o marido.

“Não separe o homem o que Deus uniu”.  A ré é condenada a amar perpetuamente o homem que escolheu como seu marido.

A sentença não me saia da cabeça. Nunca pensei que tivesse que ser sentenciada a amar perpetuamente porque oamor é voluntário, trancende a nossa vontade Porque eu quero amor agora e sempre, e sempre quis, mas se calhar não queria um amor perpetuo, porque ser perpetuo significa que se vai arrastar para lá de tudo, até da própria vida.

Antes fosse condenada a simplesmente amar, ou a simplesmente deixar-me ser amada. Amar não devia poder ser sentenciado, mas o positivo da sentença é a sua pouca ou nula probabilidade de ser garantida. Na verdade nunca ninguém poderá garantir que essa pena é cumprida porque o nosso eu interior possui áreas intransponíveis que só a nós respeitam e mesmo assim nem sempre nós compreendemos.
Bem, mas a sua insegurança impelia-o a ter uma sentença escrita. O sentimento afinal não lhe daria tanta tranquilidade como um papel em jeito de sentença em que o amor poderia ser perpetuamente reclamado. Mas como se pode ser o Anjo de alguém, quando falamos de amor e os anjos nem sexo têm?
O juíz não sabia que a sua sentença estava ela própria condenada: eu não amaria ninguém perpetuamente.

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar, Parental e Conjugal

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Famílias e perfeição

familias perfeitas

Não há famílias perfeitas, mas há famílias que caminham para a perfeição!

 

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar, Parental e Conjugal

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