A garantia de sermos desejados.

Todos nós necessitamos de nos sentir seguros nas nossas relações. Importa sentirmos que somos desejados, amados, confiantes de que as pessoas que nos rodeiam são de facto presentes nas nossas vidas.

Esse testemunho é dado com os atos da vida diária, quando somos acompanhados em momentos de felicidade e quando o somos em momentos difíceis. Afinal que está connosco quando é preciso? Com quem podemos contar?

A garantia de sermos desejados e amados é fundamental para a nossa segurança e para que não existam medos nem receios injustificados.

E como podemos dar essas garantias uns aos outros?

Com a nossa presença e com a expressão do nosso cuidado. E agora eu pergunto: Estão a cuidar da vossa relação? Estão a dar confiança à vossa família de que podem contar convosco?

Convido a fazerem um auto-exame:

  • Na nossa família está instituído o beijo da manhã e o beijo da noite?
  • Ao longo do dia vamos estando em contacto, seja por telefone, mensagens ou até presencialmente?
  • Ao chegar a casa falamos do dia de cada um e de como cada um se sente?
  • Como reage cada um quando discordam?
  • Quem pede desculpas primeiro?
  • Procuramos as pessoas da nossa família para partilhar as nossas dúvidas?
  • Dizemos com frequência o quanto gostamos delas?
  • Agradecemos as pequenas coisas que cada um faz pelo outro para o nosso bem estar? (cozinhar; tarefas domesticas; tratar das roupas; apoiar as crianças; cuidar do familiar acamado; entre outras)
  • Aceitamos criticas sem ficar ofendidos?
  • Referimos com frequência a admiração que sentimos uns pelos outros, elogiando?
  • Fazemos serões juntos regularmente?

Estes são alguns rituais que podem fortalecer as nossa relações. O ritual é algo que fazemos com regularidade e percebemos prazer nisso. Inicialmente é exigente sermos atentos e cuidadosos com tudo, mas com a continuidade verificamos que os benefícios são imensos.

Passa a ser um estilo de nos relacionarmos que transpira amor e cuidado, e não há quem não goste disso. Esse amor e cuidado desenvolve a nossa confiança e faz-nos sentir desejados e amados.

É importante sentirmos que a família é um lugar seguro.

Alexandra Alvarez , a vossa terapeuta familiar.

Casamento feliz…segredo!

Estive recentemente num casamento e é notória a felicidade dos noivos, da família, dos amigos! São todos testemunhas de um dia repleto de felicidade em que se acredita que é para sempre, porque o amor tudo pode, o amor tudo suporta…

Mas também todos sabemos que ao longo da vida em comum surgem dias mais difíceis, em que desacreditamos, momentos em que nos interrogamos se estar com aquela pessoa é o que faz sentido. E é nesses momentos que nos temos que basear no que nos levou a estar na relação, naquela e não noutra.

Porque na realidade:

Não existem relações perfeitas nem 100% felizes, começa logo no facto de nenhum de nós ser perfeito, mas também sabemos que as provações, quando estamos aflitos e angustiados, são momentos que podem fortalecer as relações, são momentos que após superados contribuem para o crescimento da intimidade e da confiança.

Nesse caso, sejamos pacientes e não desacreditemos, pois se os dois estão empenhados em fazer o outro feliz, parte do segredo fica desvendado.

Nas consultas de terapia de casal trabalhamos isso mesmo, viajamos pela vossa conjugalidade, pelos momentos importantes que estão a viver, pelas reações que cada um tem, pelo que degrada a cada um, pelo que cada um precisa do outro.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta de Casal.

Ser e Estar…

A importância de sabermos distinguir entre SER e ESTAR.

O SER supõe que faz parte de nós, é o que somos, significa uma característica habitual em nós. O ESTAR supõe temporalidade, é um estado ou condição momentâneo.

É frequente que nos possamos referir a alguém de quem nos queixamos dizendo que a pessoa está isto, ou está aquilo, e que não, nem sempre é assim, depende das circunstâncias:

Foi com o envelhecer,

Foi com o chumbo no exame,

Foi com qualquer coisa….


Como podemos aprender a lidar com esses momentos? Pensar na pessoa com aquilo que ela é pode ajudar, mas não é fácil pois todos conhecemos alguém em que o ESTAR passou a ser o SER.

Importa perceber o que origina a mudança de atitude ou de comportamento. Algumas situações podem ser evitadas, mas tem que ser um esforço de todos e temos que falar sobre isso. O que incomoda quem é porquê, o que se pode evitar, como podemos facilitar.

Mas este SER e ESTAR por vezes confundem-se, torna-se difícil de perceber e aceitar, aborrece porque já sentimos que são mais às vezes que a pessoa está qualquer coisa do que é como a conhecemos…

No final devemos ter presentes que somos o que SOMOS, não o que momentaneamente ESTAMOS, pelo que trabalhar na construção e entendimento é fundamental.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar.

Os avós! Uma presença que faz diferença!

Estes são os nosso avós!

Hoje partilho a mensagem dos avós cá de casa.

Estão manifestas várias emoções e sentimentos: o amor, a alegria, o cuidado, o respeito, o educar, a oportunidade de se fazer diferente porque já existiu a experiência de serem pais e a da vida.

Está ainda presente a preocupação com o futuro, que os netos tenham um bom futuro, que sejam felizes, e o cunho da proteção divina, como se só o amor e cuidados de pais e avós não baste, como se os avós se sintam mais confiantes se souberem que a proteção divina se ocupará das “suas sortes”.

Sensibilizo-me também pela perspetiva temporal. Os meus pais têm 8 netos, só da minha parte são 5, a mais nova de todos tem somente 2 anos, e a mais velha 27 anos. O tempo que passaram com uma será maior do que o tempo que passarão com a outra, pela lei da vida…mas é um constante renovar, e um constante reaprender este amor de avó e de avô.

A nossa família não vive sem estes avós, pedras fundamentais de jovialidade e segurança…são os nossos heróis!

Deixo o meu abraço e carinho a todos os que estão presentes no papel de avós na vida dos seus netos, que os acompanham, protegem, guiam e amam.

Como alguém diz: Pode haver uma vida sem avós? Pode…claro que pode…mas nunca será a mesma coisa!

Alexandra Alvarez I A vossa Terapeuta F.amiliar

Cão que ladra…

“Cão que ladra não morde” é uma expressão popular que significa que alguém que fala muito pouco ou nada faz. Só ameaça. Assim , seria uma pessoa que não passa das palavras aos atos. No entanto também sabemos que tal não é necessariamente assim, porque há sempre a possibilidade de “morder pela calada”.

Rezam as lendas que a expressão originalmente era “Cão calada não morde porque está de boca fechada”. E nesse caso:

Da minha experiência é muito comum que nas famílias possa existir algum elemento que seja o que faz mais as chamadas “ameaças”, parece ter o controle da situação, mas nenhum dos outros segue as suas orientações porque na realidade “ele” nunca passa das palavras aos atos. Fala, fala, mas não é levado a sério.

Em consulta, quando este tema surge, gosto que pensemos sobre o que está por detrás desta falta de autoridade. O que faz com que não seja levado a sério? Ou ainda, o que é que o próprio não faz para que os outros o levem a sério?

Na realidade o “ladrar” está aqui simbolizado como a forma de expressão contra algo que nos desagrada…vão-se dizendo “umas coisas”, vai-se cultivando um ambiente de contrariedade, criam-se anticorpos que nos afastam dos que mais amamos. E eu pergunto: O que faz com que se “ladre” , que é tão ruidoso, e não se seja efetivo, e aí se “morda” o que metaforicamente seria como para demonstrar limites.

Afinal não se pode supor que cão que ladra (não) morde pois o cansaço, ou a falta de abertura para abordar os vários assuntos, pode desgastar as relações e surpreender-nos com atitudes que não suponhamos.

Paralelamente, quando este protesto se torna inconsequente, nada nos garante que de certa vez quem ameaça não acabe por cumprir o que tem vindo a apregoar, e nesse caso seria o “fazer pela calada”.

Penso então que devemos ter em conta as insatisfações que vão sendo verbalizadas a fim de se conseguir um equilíbrio saudável que visa a conciliação e o entendimento entre todos. Lidar com o conflito diariamente traz um desgaste emocional para as relações e enfraquece a intimidade e confiança.

Não esperemos que “o cão morda” e saibamos conquista-lo!

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar.

O Humor nas relações.

O Humor é um ingrediente muito importante nas relações. Umas vezes porque nos descontrai, outras porque se o utilizarmos para dizer as verdades pode ser menos agressivo para quem nos ouve.

O humor é muito importante nos relacionamentos, e na forma de nos comunicarmos com o outro, sobretudo se for um humor com amor.

E aí reside o segredo, pois muitas vezes o humor é utilizado não com o propósito de suavizar algo que queiramos comunicar, mas antes como forma de irritar ou criticar os outros.

Em família ou em casal muitas vezes precisamos de dizer o que sentimos, ou o que achamos importante, mas dizê-lo com um tom sério ou de “reprimenda” não é gentil e até pode ser negativo.

Quem ouve pode sentir-se atacado ou diminuído e isso faz com que se feche ao que estamos a comunicar. Outras vezes, foi mesmo nosso propósito atacar ou rebaixar.

O humor é de facto um ingrediente essencial nas relações, mas é necessário saber utilizá-lo e perceber se o outro tem abertura para rir e acolher a “graça”.

Utilizar o humor é uma habilidade social que para uns é natural, e para outros tem que ser treinada, mas sem dúvida que facilita a interação entre as pessoas, e possibilita a critica de uma forma construtiva, ajuda a superar momentos mais constrangedores e ultrapassa as barreiras que possam existir.

O confronto e a discussão podem ser evitados com o humor. Mas também pode ser um ingrediente negativo se for utilizado com sarcasmo ou ironia, pois podem ofender o outro.

Eu estou a referir-me ao humor que possibilita o riso e o reforço da cumplicidade, o humor que nos deixa leve e nos faz soltar uma gargalhada.

O gargalhar pode ser uma boa forma de falar do que custa a uns dizer e a outros escutar!

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar.

Só “estar” aqui é bom!

Gosto de saber quais os aspetos positivos que as pessoas encontram na vinda às consultas. O que sentem que melhora? O que acontece após estarmos em consulta.

E a simplicidade das respostas é muitas vezes tranquilizadora para mim: Só estar aqui é bom!

Só estar aqui na consulta, é sentido como um ganho. Uns porque não se recordam a ultima vez em que se sentaram juntos para falar de si, outros porque sentem que estão a “trabalhar” para um objetivo comum, e muitas razões mais existem…

Quando penso nessa simplicidade que é muito além daquilo que eu própria enquanto terapeuta possa imaginar, penso em simultâneo em tudo o que as relações vão perdendo com o passar dos tempos. Penso em como deixamos que muito do que aconteceu num passado recente seja isso mesmo: passado. Penso em como é difícil manter entusiasmos, “chamas”, programas, intimidade e afetos ativos a tempo inteiro se não nos focarmos nisso.

Qualquer desatenção, resulta em menos investimento, e menos investimento é menos qualidade de relação.

Então sim, quando nos reencontramos, nem que seja no espaço de uma consulta, só estar “aqui” é bom. Só estar, um só que de só tem muito pouco pelo que representa na reconstrução de uma relação.

Estar na consulta significa conciliar agendas, dar tempo para a família ser melhor, significa querer cuidar, significa empenho, empatia pelo sofrimento maior de uns, é querer dar de nós. Estar na consulta é disponibilidade, significa que nos organizamos para um ESTAR que significa SER.

A família sente esperança e sente ganhos nas partilhas que encorajam este trilho conjunto.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar.

Férias de ecrãs precisam-se!

As famílias têm estado a passar por tempos difíceis. Todos nós, e cada um.

O tempo de utilização de ecrãs aumentou e muito, é o teletrabalho, são os isolamentos e confinamentos que nos deixam encerrados no meio de quatro paredes e da tecnologia, e o que até aqui era considerado perturbador e excessivo, tem estado a ser um modo de “manter” a saúde mental.

E eis que chegam as férias, estamos cansados das casas, estamos cansados de nós, e desejamos conseguir trocar de ambiente e estilo de vida.

O desapego do ecrã também é urgente, precisamos de férias de ecrãs.

Passámos a sentir a vida através de ecrãs minúsculos, sobretudo os jovens que acabam por só aceder ao seu telemóvel, pouco estão na televisão ou computadores. É através desse ecrã que a vida se desenrola, fazem-se de compras até amizades, pois essa caixa mágica tem de tudo um pouco dentro de si. Rapidamente se passa o dia de link em link, e de aplicação em aplicação.

O investimento noutras ocupações fica anulado, pois mesmo quando queremos parar há uma mensagem que cai, uma pesquisa que nos lembramos de fazer, algo que queremos publicar.

As famílias vão ter o desafio de ter uns dias para simplesmente estarem, conseguirem comunicar cara a cara, pois neste momento todos temos experiências de video chamadas em casa para falar com filhos e companheiros com quem coabitamos, e com aqueles com quem não estamos.

As tecnologias aproximam-nos e têm muito e bom, mas este excesso começa a comprometer a nossa convivência. Há momentos que estamos em saturação mas simplesmente voltamos lá…ao ecrã. Chegamos a ver filmes de pernas para o ar, a prender os aparelhos nos sítios mais incríveis para assegurarmos que vemos o bem dito ecrã…

Como se vão sentir de novo? Cheirar-se de novo? Olhar-se de novo?

Vêm as queixas de dores de cabeça, dores nos olhos, cansaço mental, dores no corpo.

E claro, sabemos que os filhos estão sempre “agarrados”aos telemóveis, mas quando lhes telefonamos raramente atendem, porque eles não querem comunicar, só querem usufruir dos conteúdos, e manter as suas escolhas, o que os torna isolados e distantes de nós.

Vêm as discussões sobre os cuidados a ter e a não ter. Quem sai e quem não sai. Se sim ou se não aos transportes públicos, e já todos temos dificuldades em saber como nos arranjarmos.

Não apetece comprar nada porque não vai ser usado. Não apetece arranjar porque não acontece nada. Simplesmente está difícil…

Como pensa organizar as férias da sua família? Que lugar vão ocupar os ecrãs nesse tempo de pausa que é precioso?

Como chegarem todos a um acordo sobre este tema?

Mas sim, seja de que forma for, férias de ecrãs são precisas.

Alexandra Alvarez , a vossa terapeuta familiar.

Satisfação sexual. De que depende?

Podemos considerar a comunicação do casal e o amor como duas variáveis que mais contribuem para um relacionamento conjugal satisfatório, e por consequência para uma maior satisfação sexual.

Assim, quanto menor for a satisfação conjugal, maior a probabilidade de existir insatisfação sexual.

Ou seja, a satisfação sexual não depende apenas de satisfação com fatores relacionados com o sexo, depende de outros fatores na e da relação.

Só procuramos o outro se estivermos satisfeitos com ele no seu todo, no geral. Temos de nos sentir bem com o outro para o procurarmos e querermos estar próximos e íntimos.

A satisfação conjugal é alcançada quando nos sentimos validados pelo nosso par, e quando sentimos que o nosso funcionamento a dois é gratificante, ou seja, sentimo-nos reconhecidos e admirados e sentimos qualidade na nossa relação e no que fazemos e temos em comum.

É este ter em comum que possibilita que exista intimidade emocional e segurança.

É comum que os casais me tragam a “notícia” de que quando se zangam se afastam da intimidade, não fazem sexo, e podem levar vários dias, semanas ou mais, a recuperar esses momentos de entrega e de relação na sexualidade.

“E o que é que a nossa discussão de há duas semanas tem a ver para o não sexo hoje?”

Tem, tem tudo a ver porque as nossas relações se constroem de tudo, e são esse tudo!

Quando algum sente insatisfação na relação acaba por se afastar, por não procurar o outro, e se não se falar sobre isso, corre-se o risco de se caminhar de insatisfação em insatisfação e a sexualidade fica arredada da relação à espera de dias melhores.

A satisfação sexual depende da gratificação que o casal sente na vida diária, no seu quotidiano, e na forma como comunicam sobre as suas emoções.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar de de casal.

“Acordar” para o Acordo!

Mas é preciso concordar com tudo?

Não posso ter direito à minha opinião?

Somos muito diferentes, por isso é praticamente impossível estar de acordo!

Sinto que não posso dizer o que penso.

Quase nunca estamos de acordo.

Estas são algumas das frase que escuto em consulta.

A opinião é um modo de ver pessoal. É o que cada um crê ser verdadeiro e sente como bom. E como crê ser bom a tendência é ganhar a adesão dos outros a esse modo de ver pessoal.

Mas sendo um modo de ver pessoal, está condicionado pelo que o próprio acha que é importante.

Como podem escutar o que cada um tem para dizer? Afinal não tem que haver certos e errados. Não é melhor nem pior, será diferente, e é nesta diferença que nos temos que reger.

Fazer “braço de ferro”, ser intransigente e não ceder o que tem trazido para a vossa família?

Será importante que pensemos no que se pode fazer diferente, para aceitar esta diferença. “Acordar” para o Acordo, para a necessidade de entrar em concordância com vista à harmonia familiar. Um Acordo de cedências que constroem o entendimento e ensinam a valorizar o que de facto importa.

Ao ceder eu crio oportunidade para o bem estar, e o outro, ao sentir o bem estar também quer participar cedendo, cria-se um clima positivo e m que é mais fácil conquistar a paz.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar. Contacto: 911 846 427

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