O Humor nas relações.

O Humor é um ingrediente muito importante nas relações. Umas vezes porque nos descontrai, outras porque se o utilizarmos para dizer as verdades pode ser menos agressivo para quem nos ouve.

O humor é muito importante nos relacionamentos, e na forma de nos comunicarmos com o outro, sobretudo se for um humor com amor.

E aí reside o segredo, pois muitas vezes o humor é utilizado não com o propósito de suavizar algo que queiramos comunicar, mas antes como forma de irritar ou criticar os outros.

Em família ou em casal muitas vezes precisamos de dizer o que sentimos, ou o que achamos importante, mas dizê-lo com um tom sério ou de “reprimenda” não é gentil e até pode ser negativo.

Quem ouve pode sentir-se atacado ou diminuído e isso faz com que se feche ao que estamos a comunicar. Outras vezes, foi mesmo nosso propósito atacar ou rebaixar.

O humor é de facto um ingrediente essencial nas relações, mas é necessário saber utilizá-lo e perceber se o outro tem abertura para rir e acolher a “graça”.

Utilizar o humor é uma habilidade social que para uns é natural, e para outros tem que ser treinada, mas sem dúvida que facilita a interação entre as pessoas, e possibilita a critica de uma forma construtiva, ajuda a superar momentos mais constrangedores e ultrapassa as barreiras que possam existir.

O confronto e a discussão podem ser evitados com o humor. Mas também pode ser um ingrediente negativo se for utilizado com sarcasmo ou ironia, pois podem ofender o outro.

Eu estou a referir-me ao humor que possibilita o riso e o reforço da cumplicidade, o humor que nos deixa leve e nos faz soltar uma gargalhada.

O gargalhar pode ser uma boa forma de falar do que custa a uns dizer e a outros escutar!

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar.

Só “estar” aqui é bom!

Gosto de saber quais os aspetos positivos que as pessoas encontram na vinda às consultas. O que sentem que melhora? O que acontece após estarmos em consulta.

E a simplicidade das respostas é muitas vezes tranquilizadora para mim: Só estar aqui é bom!

Só estar aqui na consulta, é sentido como um ganho. Uns porque não se recordam a ultima vez em que se sentaram juntos para falar de si, outros porque sentem que estão a “trabalhar” para um objetivo comum, e muitas razões mais existem…

Quando penso nessa simplicidade que é muito além daquilo que eu própria enquanto terapeuta possa imaginar, penso em simultâneo em tudo o que as relações vão perdendo com o passar dos tempos. Penso em como deixamos que muito do que aconteceu num passado recente seja isso mesmo: passado. Penso em como é difícil manter entusiasmos, “chamas”, programas, intimidade e afetos ativos a tempo inteiro se não nos focarmos nisso.

Qualquer desatenção, resulta em menos investimento, e menos investimento é menos qualidade de relação.

Então sim, quando nos reencontramos, nem que seja no espaço de uma consulta, só estar “aqui” é bom. Só estar, um só que de só tem muito pouco pelo que representa na reconstrução de uma relação.

Estar na consulta significa conciliar agendas, dar tempo para a família ser melhor, significa querer cuidar, significa empenho, empatia pelo sofrimento maior de uns, é querer dar de nós. Estar na consulta é disponibilidade, significa que nos organizamos para um ESTAR que significa SER.

A família sente esperança e sente ganhos nas partilhas que encorajam este trilho conjunto.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar.

Férias de ecrãs precisam-se!

As famílias têm estado a passar por tempos difíceis. Todos nós, e cada um.

O tempo de utilização de ecrãs aumentou e muito, é o teletrabalho, são os isolamentos e confinamentos que nos deixam encerrados no meio de quatro paredes e da tecnologia, e o que até aqui era considerado perturbador e excessivo, tem estado a ser um modo de “manter” a saúde mental.

E eis que chegam as férias, estamos cansados das casas, estamos cansados de nós, e desejamos conseguir trocar de ambiente e estilo de vida.

O desapego do ecrã também é urgente, precisamos de férias de ecrãs.

Passámos a sentir a vida através de ecrãs minúsculos, sobretudo os jovens que acabam por só aceder ao seu telemóvel, pouco estão na televisão ou computadores. É através desse ecrã que a vida se desenrola, fazem-se de compras até amizades, pois essa caixa mágica tem de tudo um pouco dentro de si. Rapidamente se passa o dia de link em link, e de aplicação em aplicação.

O investimento noutras ocupações fica anulado, pois mesmo quando queremos parar há uma mensagem que cai, uma pesquisa que nos lembramos de fazer, algo que queremos publicar.

As famílias vão ter o desafio de ter uns dias para simplesmente estarem, conseguirem comunicar cara a cara, pois neste momento todos temos experiências de video chamadas em casa para falar com filhos e companheiros com quem coabitamos, e com aqueles com quem não estamos.

As tecnologias aproximam-nos e têm muito e bom, mas este excesso começa a comprometer a nossa convivência. Há momentos que estamos em saturação mas simplesmente voltamos lá…ao ecrã. Chegamos a ver filmes de pernas para o ar, a prender os aparelhos nos sítios mais incríveis para assegurarmos que vemos o bem dito ecrã…

Como se vão sentir de novo? Cheirar-se de novo? Olhar-se de novo?

Vêm as queixas de dores de cabeça, dores nos olhos, cansaço mental, dores no corpo.

E claro, sabemos que os filhos estão sempre “agarrados”aos telemóveis, mas quando lhes telefonamos raramente atendem, porque eles não querem comunicar, só querem usufruir dos conteúdos, e manter as suas escolhas, o que os torna isolados e distantes de nós.

Vêm as discussões sobre os cuidados a ter e a não ter. Quem sai e quem não sai. Se sim ou se não aos transportes públicos, e já todos temos dificuldades em saber como nos arranjarmos.

Não apetece comprar nada porque não vai ser usado. Não apetece arranjar porque não acontece nada. Simplesmente está difícil…

Como pensa organizar as férias da sua família? Que lugar vão ocupar os ecrãs nesse tempo de pausa que é precioso?

Como chegarem todos a um acordo sobre este tema?

Mas sim, seja de que forma for, férias de ecrãs são precisas.

Alexandra Alvarez , a vossa terapeuta familiar.

Satisfação sexual. De que depende?

Podemos considerar a comunicação do casal e o amor como duas variáveis que mais contribuem para um relacionamento conjugal satisfatório, e por consequência para uma maior satisfação sexual.

Assim, quanto menor for a satisfação conjugal, maior a probabilidade de existir insatisfação sexual.

Ou seja, a satisfação sexual não depende apenas de satisfação com fatores relacionados com o sexo, depende de outros fatores na e da relação.

Só procuramos o outro se estivermos satisfeitos com ele no seu todo, no geral. Temos de nos sentir bem com o outro para o procurarmos e querermos estar próximos e íntimos.

A satisfação conjugal é alcançada quando nos sentimos validados pelo nosso par, e quando sentimos que o nosso funcionamento a dois é gratificante, ou seja, sentimo-nos reconhecidos e admirados e sentimos qualidade na nossa relação e no que fazemos e temos em comum.

É este ter em comum que possibilita que exista intimidade emocional e segurança.

É comum que os casais me tragam a “notícia” de que quando se zangam se afastam da intimidade, não fazem sexo, e podem levar vários dias, semanas ou mais, a recuperar esses momentos de entrega e de relação na sexualidade.

“E o que é que a nossa discussão de há duas semanas tem a ver para o não sexo hoje?”

Tem, tem tudo a ver porque as nossas relações se constroem de tudo, e são esse tudo!

Quando algum sente insatisfação na relação acaba por se afastar, por não procurar o outro, e se não se falar sobre isso, corre-se o risco de se caminhar de insatisfação em insatisfação e a sexualidade fica arredada da relação à espera de dias melhores.

A satisfação sexual depende da gratificação que o casal sente na vida diária, no seu quotidiano, e na forma como comunicam sobre as suas emoções.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar de de casal.

“Acordar” para o Acordo!

Mas é preciso concordar com tudo?

Não posso ter direito à minha opinião?

Somos muito diferentes, por isso é praticamente impossível estar de acordo!

Sinto que não posso dizer o que penso.

Quase nunca estamos de acordo.

Estas são algumas das frase que escuto em consulta.

A opinião é um modo de ver pessoal. É o que cada um crê ser verdadeiro e sente como bom. E como crê ser bom a tendência é ganhar a adesão dos outros a esse modo de ver pessoal.

Mas sendo um modo de ver pessoal, está condicionado pelo que o próprio acha que é importante.

Como podem escutar o que cada um tem para dizer? Afinal não tem que haver certos e errados. Não é melhor nem pior, será diferente, e é nesta diferença que nos temos que reger.

Fazer “braço de ferro”, ser intransigente e não ceder o que tem trazido para a vossa família?

Será importante que pensemos no que se pode fazer diferente, para aceitar esta diferença. “Acordar” para o Acordo, para a necessidade de entrar em concordância com vista à harmonia familiar. Um Acordo de cedências que constroem o entendimento e ensinam a valorizar o que de facto importa.

Ao ceder eu crio oportunidade para o bem estar, e o outro, ao sentir o bem estar também quer participar cedendo, cria-se um clima positivo e m que é mais fácil conquistar a paz.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar. Contacto: 911 846 427

Os filhos que unem mas também desunem!

Se é certo que os filhos podem unir os pais, também é certo que os podem desunir. E da minha experiência esta possibilidade dos filhos desunirem acontece quando os pais não estão alinhados, quando têm visões diferentes sobre a educação, sobre o comportamento ou sobre as atitudes dos filhos.

Unem porque consolidam a noção de família dos pais, são uma parte fundamental na ligação destes e são o símbolo da sua união. Unem porque simbolizam esperança e futuro.

Em simultâneo, podem desunir. Ter filhos, cuidá-los e educação-los parece tão óbvio que grande parte das vezes os pais não conversam sobre aspetos preponderantes. Não chegam a conversar sobre o tipo de educação que defendem para os seus filhos, sobre o ir dormir para quarto próprio, sobre deixar as fraldas, sobre o estabelecimento der ensino, sobre os seus amigos, sobre os limites que devem existir, sobre saídas à noite ou fins de semana fora, sobre hábitos alimentares, importância de uma atividade desportiva, estilo de roupa, tatuagens ou piercings, entre outros.

Estes alinhamentos são necessários desde o nascimento dos filhos e pela vida fora, durante todo o período em que estes dependem dos pais/educadores. Em cada idade os temas serão diferentes mas todos importantes.

Assim, no que toca a regras, caso os pais não o tenham definido ou não se acordem, acaba por ser fácil que os filhos desunam, no sentido em que vão existir atritos pela forma diferente que cada um tem de ver a educação dos filhos.

Toda e qualquer decisão deve ser pensada a dois e decidida a dois, em sintonia, sem desacordos em frente aos filhos, e os pais/educadores devem apoiar-se, e reforçar as suas decisões. Cada vez que vacilam ou expressam opiniões diferentes abrem a possibilidade de vir a acontecer um conflito.

Os filhos, são filhos, e vão agir de acordo com o que lhes é favorável, não querendo limites. Cabe aos pais serem pais, mostrando os limites e as regras que consideram fundamentais, e para isso é necessário que estejam em uníssono e representem uma só voz.

Os filhos devem sentir que os pais são uma equipa coesa, movidos pelo amor e cuidado aos próprios, e que não vacilam nem abdicam dos seus princípios, regras e valores. E explicando a sua forma de ver as situações e as razões que os movem.

Alexandra Alvarez, a sua terapeuta familiar e de casal.

É preciso interromper a violência

“Tens que ser forte”

“Responde-lhes na mesma moeda”

“És um maricas…é o que és…”

“Para a próxima dá-lhes tu”

“Chega-lhes a roupa ao pêlo”

“São só umas miúdas como tu, parecem umas frangainhas”

“Tens medo do quê?”

Estas são só algumas expressões que podem ser utilizadas quando algum filho se queixa, em casa, de que está a ser batido, ou gozado por colegas ou supostos “amigos”.

Muitas vezes pensamos que são “coisas de miúdos”, que se resolvem entre eles, mas infelizmente temos vindo a concluir que esta violência é uma violência com implicações muito graves em quem a sofre e nas suas famílias.

O chamado bullying, conhecido como violência em meio escolar e/ou entre pares, nem sempre é percebido pelo pais, nem pelas próprias vitimas. Trata-se de um conjunto de agressões que podem ser verbais, físicas, psicológicas ou ciber-agressões, que muitas vezes se confundem com indisciplina, ou brincadeiras.

Mas na realidade é um mau trato continuado e repetido que humilha, ridiculariza e agride aquele que o grupo reconhece como diferente, ou não aceite. A vítima não sabe como reagir, nem como pedir ajuda, e a agressão é vivida com ansiedade e muito sofrimento

Na família o tema ou não é abordado por quem sofre ou pode não ser entendido na sua real dimensão. Esta atitude anti-social dos agressores é condenável e temos que estar atentos, pois as vitimas precisam de ajuda e apoio, pois o seu desenvolvimento emocional e psíquico fica comprometido. A auto-estima fica beliscada, e a harmonia deixa de ser possível.

A saude mental da vitima fica comprometida, e podem manifestar-se sintomas de ansiedade, insónias, terrores noturnos, anorexia, bulimia ou até pensamentos suicidas.

A vitima passa a ser um “objeto” de diversão e prazer baseado nos insultos, no gozo, no bater, na humilhação, no tirar ou esconder os seus pertences.

Mas não só a vitima precisa de ajuda e apoio, os agressores também necessitam igualmente de ajuda e apoio, e a família torna-se o local privilegiado para o mesmo, a par da ajuda especializada.

Os pais ou educadores devem passar um modelo de amor e compreensão, com limites, com regras, pois a família deve ser um lugar seguro. É sabido que as crianças e jovens reproduzem o modelo familiar que vivem na sua relação com os outros.

É na familia que a empatia deve começar o seu ensinamento e treino.

A terapia familiar pode ser um instrumento auxiliar de grande importância no apoio a esta problemática.

Alexandra Alvarez, a sua terapeuta familiar.

A Fraqueza da Força.

Somos atraídos pelas pessoas por causa das suas qualidades. São as coisas boas que ela nos transmite que nos fazem querer estar por perto.

No entanto, à medida que um relacionamento progride, vamos descobrindo características no nosso par que não são tão encantadoras, e muitas vezes descobrimos que são os aspetos mais negativos do nosso parceiro que mais ocupam nossa atenção.

Percebemos que eles são muito mandões ou regularmente fogem da responsabilidade; eles estão sempre a pedir a nossa atenção ou têm uma atitude cínica, cansada do mundo.

E surge a pergunta: Como podemos ter cometido um erro tão grande? Como nos pudemos iludir?

No entanto, por trás de seu comportamento negativo, há uma lógica poderosa em ação. Cada força que uma pessoa possui também é uma fraqueza frustrante e possivelmente irritante.

Alguém pode ser muito gentil e terno – mas a mesma gentileza às vezes significa que, em outras situações, eles não se afirmam ou mostram muita iniciativa.

Também a capacidade de ser responsável pela administração doméstica pode ser uma vantagem enorme, que muito nos descansa, mas, paralelamente poderá significar que esta mesma pessoa tende a cortar nossos sonhos pela raiz, devido à sua gestão.

Ser um bom pai ou mãe, noutros momentos pode-nos parecer que só é dada atenção ao filho e que tudo o resto não é prioridade, e outra infinidade de exemplos poderia ser dada.

No fim é pensar que não há bela sem senão nem há senão sem bela.

Devemos nos esforçar para ver as fraquezas das pessoas como a desvantagem inevitável de certos méritos que nos atraíram a elas, e dos quais nós beneficiamos noutros pontos.

O que estamos vendo não são seus defeitos, puros e simples, mas sim o lado sombrio das coisas que são genuinamente boas sobre eles. As nossas mentes tendem a separar os pontos fortes e vê-los como essenciais, enquanto consideram os pontos fracos como um complemento bizarro.

Na verdade, os pontos fracos são parte integrante dos pontos fortes. Mesmo que procurássemos um pouco mais não encontraríamos ninguém que seja perfeito. pois os pontos fortes são invariavelmente ligados às falhas.

Podemos encontrar pessoas com outros pontos fortes, mas eles também estarão associados a um outro conjunto de pontos fracos.

Então vale a pena ter presente na nossa mente que pessoas perfeitas simplesmente não existem.

Artigo inspirado em materiais da School of Life.

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar e de Casal I Contactos: 911 846 427 I @alexalvarez5

Mãe – Quem cuida e ama

Mãe é quem cuidou e cuida de nós, é quem nos ama, é uma das pessoas que mais nos ampara.

Neste dia em que se comemora este amor muitos de nós estamos a organizar estar com a nossa mãe, partilhar um momento especial e viver recordações boas. Poderá ser um encontro virtual ou presencial, nestes tempos que nos desafiam.

A minha sugestão é que aproveitemos este dia para saber mais de nós e mais delas. Criar uma conversa que nos possa conectar e fortalecer a nossa intimidade. Reavivar memórias e fortalecer laços. Tornar este encontro um momento especial, porque os que amamos e nos amam nos importam.

Perguntas que encantam a conversa entre mães e filhos!

Deixo a sugestão para que cada um explore com as Mães questões que nos aproximam e nos fazem rir:

Mãe, quem escolheu o meu nome e porquê?

Se fossemos fazer um filme sobre nós que título daríamos?

Mãe o que gostas mais em mim? e o que gostas menos?

Se achamos que a mãe é exagerada vamos contar-lhe porquê.

Quando pensamos na nossa mãe qual é a primeira palavra que nos ocorre?

Mãe, em criança qual foi a coisa que fiz mais te aborreceu?

Vamos pensar juntos nas férias mais divertidas que tivemos.

Qual é a qualidade que mais admiramos na nossa mãe?

Qual a música que mais define a nossa mãe.

Vamos contar à nossa mãe algo que nunca partilhámos com ela.

E para terminar uma expressão de afeto por esta mãe que recebemos: um beijo, um abraço, uma festa. Uma expressão que mostre o nosso amor e gratidão.

Desejo que estes tópicos vos sirvam de base para uma tarde de conversas animadas que pode ser recheada com fotografias nossas.

Feliz Dia da Mãe!

Artigo inspirado em materiais da School of Life.

Alexandra Alvarez, a sua terapeuta familiar.

Terapia de Casal – porquê?

Na maioria das vezes pensa-se em terapia de casal como uma terapia que pode ajudar o casal num momento difícil da sua relação. Quando o casal sente que o seu relacionamento está a falhar.

E de facto, esta terapia é a maior ferramenta que pode ajudar a impedir que isso aconteça. 

Mas sem dúvida que a terapia de casal pode ser um recurso preventivo, para os casais que querem prevenir uma crise profunda na sua relação. Sentindo que há diferenças que os levam a confrontos dolorosos, pensam em apoiar-se no espaço da terapia, e no terapeuta como facilitado do processo.

Conversar sobre as diferenças. (re)Construir a relação.

O espaço da terapia passa a ser sentido como um espaço mágico porque se torna um espaço seguro para discutir questões que, quando tratadas apenas pelo casal, podem tornar-se em mau humor e recriminação. A sensação de que não somos ouvidos há muito tempo impede de ouvir o outro.

Para além disso, o casal que está em terapia, quando as crises se aproximam tende a recorrer mentalmente às sessões, como ponto de apoio, e relembrando o que se fala tenta alterar o seu comportamento com vista à conciliação. 

O terapeuta facilita a participação de cada um, e que cada pessoa consiga dizer o que sente, simpatizando com ambas as partes, sem tomar nenhuma delas, sendo imparcial. 

A terapia torna-se um canal diplomático seguro, longe da atmosfera conflituosa da vida doméstica. 

O terapeuta pode ajudar o casal a ver que por trás da raiva de uma pessoa muitas vezes está a dor e uma história de desespero. Ou pode tornar alguém ciente de como é receber um silêncio hostil ou uma inquisição controladora. 

A voz gentil e sábia do terapeuta começa a ser adotada pelo casal, que começa a intuir o que ele diria em determinada situação, e assim, mesmo sem o terapeuta passa a ser possível que em momentos de crise comecem a ser ditas coisas importantes e gentis entre o casal.

Quem faz terapia fica mais capacitado para a relação e para adotar comportamentos e atitudes construtivas. Começa a ser mais fácil colocar-se no lugar do outro e ser empático com o seu sofrimento, desejando adotar atitudes que facilitem a conciliação.

Artigo inspirado em materiais da School of Life.

Alexandra Alvarez, a sua Terapeuta Familiar e de Casal.

Contactos: 911 846 427 I trilhosfamiliares@gmail.com

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