Cada um fechado em si.

Os relacionamentos íntimos deviam supor à vontade e naturalidade na troca com o outro, no entanto pode ser difícil pedir proximidade ao parceiro.

A insegurança e o medo de podemos ser indesejados leva a que muitas vezes se disfarce a nossa necessidade por trás de uma fachada de indiferença. 

No exato momento em que adoraríamos um carinho ou um toque caloroso, dizemos que estamos ocupados, fingimos que nossos pensamentos estão noutro lugar ou ficamos sarcásticos e secos ou controladores e mandões. 

Podemos sentir que os nossos parceiros nos podem estar a escapar emocionalmente, mas em vez de admitir a sensação de perda, reagimos tentando controlá-los.

Friamente criamos tensões pelo estado da cozinha ou por alguns minutos de atraso, assuntos que não interessam comparativamente à nossa necessidade de partilha e proximidade com o nosso parceiro. Não reagimos com amor e compaixão, mas antes com indiferença.

É fundamental que no casal exista abertura de um ao outro. Abertura para falar das emoções e dos receios e preocupações que possam existir.

E deste modo não facilitamos a nossa própria vida ao não admitir a necessidade do outro, da sua atenção e do seu carinho. Como se admitir essa necessidade nos assuste e fragilize. 

E se nós reagíssemos de acordo com o que sentimos e de facto declarássemos ao outro assumindo que precisamos dele, ou perguntando se o outro ainda nos deseja e gosta de nós? O que poderia mudar?

Estas deveriam ser perguntas normais.

Admitir que precisamos do outro não tem a ver com infelicidade ou carência, mas antes cum desejo de proximidade.

Ao fecharmos o nosso sentir aos parceiros criamos afastamento e escondemos por detrás de comportamentos agressivos e de zanga, o amor e a saudade que devíamos assumir em nome da harmonia da relação.

Não importa se há pouco discutimos ou discordamos, o que importa é sermos os nossos próprios amigos agindo de acordo com o necessário para a nossa própria felicidade, deixando para trás o orgulho e a zanga. Se decidimos ficar juntos não nos devemos fechar em nós próprios, mas antes sair de nós, sem defesas e sem reservas.

Artigo inspirado em materiais da School of Life.

Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar e de Casal I Contacto: 911 846 427

Publicado por Terapia Familiar e de Casal - Alexandra Alvarez

Olá, sou Alexandra Alvarez, mãe de 5 filhos, terapeuta familiar e de casal, formadora e supervisora. Faço consultas com famílias e casais para "fazer acontecer" relações positivas! Uma nova oportunidade, para que todos sejam ouvidos e para que todos possam ouvir, numa perspetiva de entendimento e reforço de competências. " Family trainer " (inspiração no personal trainer), num modelo aproximado de coaching familiar, parental e de casal! Com paixão!

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