História de duas mulheres…e mais uma.

cropped-mc3a3e_galobom A Elsa vive só com a sua filha Filipa desde os sete anos desta. Hoje a Filipa tem 19 anos e a Elsa tem 44 anos, e estão divididas porque a sua relação se confunde com a relação de duas boas amigas, em que de vez em quando a “amiga mais velha” quer colocar algumas regras…o que torna as coisas difíceis de entender! A avó Raquel acaba por estar entre a mãe e a filha, ou aquilo que às vezes lhe parece, entre as  “duas irmãs”.

Pedido: Sinto que tenho funcionado como filha da minha amiga e neste momento ela não me vê como sua mãe e com poder para lhe transmitir regras que para mim são fundamentais. Só ouve a minha mãe, sua avó.

Da minha experiência vou sentindo que é muito comum que por vezes os papeis se confundam e, como no caso, uma mãe sinta que tem que ser amiga da sua filha para se sentir mais próxima desta e assim ganhar a sua confiança.

A mãe amiga é um clássico: foi comigo que a minha filha fumou o primeiro cigarro, foi com a minha mãe que tomei a primeira cerveja …rimos muito, dado-nos muito bem… mas no fundo as Filipa precisam de mães que consigam colocar limites, que consigam não ter medo de não serem amigas, porque é a singularidade de uma mulher como mãe na vida de cada um que torna cada um mais seguro e certo de si.

_MG_2045_pp.jpgA avó Rosário acaba por preencher este espaço de mãe, um espaço que a Elsa quando se separou do pai da Filipa foi deixando a descoberto…sentia-se sozinha e sem ter ninguém ali á mão com quem partilhar as suas preocupações…acabava por ser a Filipa que ia ao correio, abriu muitas cartas, até as do tribunal e as das contas…contam que uma vez havia uma complicação no banco e que a Elsa o soube pela filha que lhe telefonou a anunciar a chegada dessa carta…e muitas vezes, muitas noites, a Filipa ocupou o lugar vazio que o seu pai tinha deixado na cama.

Esta partilha aproximou-as mas dificultou este papel de elemento adulto que uma criança e um jovem também necessita. E foi aí que entrou a terceira mulher…a avó.

“Eu dizia à Elsa que não fosse assim, não era bom para a Filipa, nem para ela…”

Mas a Elsa lembra “Tinha tanto medo de fazer mal as coisas, queria tanto que a minha filha tivesse confiança para falar comigo sobre tudo, sobre a pílula, os namorados, as drogas…”.

Como pode um pai ou mãe evitar estes “medos”? Na minha perspetiva passando valores, educando, acompanhando, mas com um espaço definido na relação entre si e os filhos.

Existem vários estilos parentais, os autoritários, os mais permissivos, os liberais, os negligentes, mas o estilo parental COM AUTORIDADE é seguramente o mais difícil de alcançar, porque a educação vem com amor e carinho e com uma forte confiança que os filhos sentem a sua firmeza e esta firmeza os encoraja porque percebi as regras que os pais transmitem.

(situação ficcionada com base na minha experiência profissional e académica)

Qual é o seu estilo parental?

Alexandra Alvarez I Sessões de Terapia Familiar e de Casal I Contacto: 911 846 427

Publicado por Terapia Familiar e de Casal - Alexandra Alvarez

Olá, sou Alexandra Alvarez, mãe de 5 filhos, terapeuta familiar e de casal, formadora e supervisora. Faço consultas com famílias e casais para "fazer acontecer" relações positivas! Uma nova oportunidade, para que todos sejam ouvidos e para que todos possam ouvir, numa perspetiva de entendimento e reforço de competências. " Family trainer " (inspiração no personal trainer), num modelo aproximado de coaching familiar, parental e de casal! Com paixão!

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