E ela disse o problema é teu. Tu é que tens que o resolver.
A coragem que me tem sido induzida por ELE não é razoável, eu não quero desinibir-me por ELE mas antes por mim.
Ao contrário, ELE retirou-me a força, retirou-me o trabalho, a família, os filhos, a liberdade. Retirou-me tudo e agora sei que ELE me conduziu ao fim.
Sim, ao fim. Sinto que estou num limite, estou no limite, mas encanta-me pensar que o fim também dá sinais de que é possível um recomeço, pois o fim só existe perante a possibilidade de um recomeço, pois o fim só existe porque porque há um princípio e é esse princípio que eu quero!!!
Não me quero estimular por ELE, mas estimular-me com o que ELE não foi e não é para mim.
Sinto-me culpado, arrependido, e quero parar. Estou farto de falhar, de recair, de trazer o que de pior há em mim à tona. Tenho que pôr um fim para poder continuar. Eu e ELE não somos uma equação válida.
Eu quero parar e aceitar o que houver para acontecer.
Eu tenho medo de decidir parar, mas só assim será possível. Este é um barco com muitos passageiros. Uns ainda estão toldados, outros adormecidos e outros tolhidos pelo medo do fim e de não serem capazes. Eu estou neste último grupo!
Eu acredito que o fim me permite iniciar o caminho da coragem.
Eu quero muito ver a minha vida a acontecer bem. Por isso vou pôr-lhe um fim, um fim nesta dependência que me ilude e desilude.
Eu não queria ter que passar por esta privação, mas esta irá ter que passar por mim e eu por ela, numa cumplicidade dolorosa que irá alimentar a revolta que sinto contra ELE, fico fechado para me abrir.
Onde existe um fim, existirá um recomeço! Se fizer sentido: RECOMECE e ponha um FIM no que não faz sentido.
Alexandra Alvarez I Terapeuta Familiar, Parental e Conjugal