(Re)Começos

No pós férias tudo acontece. Como se o ciclo de vida das famílias se tenha desenrolado nesse período único, esquecendo que foi no ano que decorreu desde as últimas férias que tudo se perspectivou e foi acontecendo.

Chegados a este (re)começo surgem momentos de alegria, outros de nostalgia, outros ainda de apreensão, e muitas, muitas mais emoções… são os primeiros dias de creche dos bebés, são os bebés que mudaram de sala, os primeiros dias de aulas, as entradas para as faculdades, os novos trabalhos, as mudanças de trabalho, as casas que se trocaram, as finanças que se reorganizam, os casais que se juntaram, as novas famílias que se formaram, os que passaram a viver sozinhos, os que vão mudar a geografia das suas vidas e tantas situações que nos remetem para o sentido da vida, que nos fazem querer aproveitar todos os momentos da melhor forma possível e valorizar cada acontecimento.

As famílias são estes “entra e sai”, e essa dinâmica exige muita segurança, confiança e amor. Dos mais velhos aos mais novos todos se adaptam às circunstâncias com graus de dificuldade e ansiedade eventualmente diferentes, mas a todos cabe gerir estas mesmas circunstâncias com serenidade e cuidado.

Todos os setembros que começam trazem consigo uma sequência de meses que abrem portas a muitos ciclos. Semana a semana parece que tudo é rotina é muito pouco vai acontecendo, mas não é verdade. Tudo o que se foi fazendo mostra os seus resultados nesta altura, e dá-se como que um amadurecimento das famílias .

Na realidade os meses de setembro é que deviam ser os janeiros das nossas vidas.

Nesse sentido coloquem todo o vosso empenho e entusiasmo neste (re)começo pois é mais uma etapa nesta longa caminhada que é a vida. Simbolicamente abrem-se novos ciclos que nos conduzem no significado que queremos para a nossa caminhada e para a da nossa família.

Amem-se, ajustem-se e apoiem-se, sobretudo comunicando sobre o que sentem.

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar e de casal.

Avós que não sabem ser avós.

Os avós na generalidade são conhecidos por serem o suporte ancestral da família, o ponto agregador de todos e a base segura que toda a família quer ter por perto.

E se há avós que até de tão presentes serem até são “avós pais”, também há avós que não o sabem ser. Não estão presentes na vida dos netos, não constroem memórias, não constroem afetos e, decidem assim, não fazer parte dos avós que amam, que querem estar na vida dos netos, que querem ser apoio da família e que são pedras basilares.

Já os netos, e os pais dos netos, tinham a expectativa de ver estes avós sorrir com as alegrias dos pequenos, de estarem a fazer parte da vida dos netos, de acompanharem o seu crescimento e as suas escolhas e de se orgulharem por ajudarem os netos a crescer envoltos em amor, empatia e proteção.

Estes netos tiveram que adequar as suas expectativas, e quando os seus amigos falam ternamente dos avós que têm, e das experiências que têm juntos, eles simplesmente podem dizer que não mantêm contacto com os seus…não sabem o que isso é…

É importante que os netos sem avós presentes façam uma adequação de emoções para que se minimize o seu sofrimento. Pensar que as pessoas só dão o que conseguem, e sabem, acaba por ser tranquilizador. É importante que se consiga entender aquilo que nem sempre é justificável, e isso só é possível se pensarmos com o coração, acreditando que existe algum impedimento muito forte para que esses avós se fechem e se neguem a dar afeto, atenção e proteção aos seus netos.

É isso, pensemos com amor!

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar e de Casal.

O PREÇO DA SEPARAÇÃO

Sair de uma relação tem muitos custos. Os custos emocionais e os financeiros. Muitas vezes ouvimos dizer: 

Se eu tivesse condições ia-me embora! 

Se não fosse o dinheiro eu ia à minha vida!

E não são poucos os casais que se mantém juntos devido a este tipo de compromisso. 

Depois há as questões emocionais, o sentimento de fracasso, o sonho que não se conseguiu cumprir, as mudanças que acontecem no pós divórcio e que eram as que gostávamos terem existido ainda juntos.

Como viver esta decisão? Como assumir a separação com paz e sem dúvidas?

Na terapia de casal sinto muitas vezes que os casais vêm às sessões com esperança de que eu consiga mantê-los juntos. De que eu os faça “ressuscitar”, mas isso nem sempre é possível. Aliás, a terapia pode até acentuar a sensação de impossibilidade. 

“Nós sentimos que ficamos piores depois das nossas sessões”

Essa sensação resulta do tempo que finalmente tiraram para conversar, para falar de si e do que sentem. No dia a dia sentem que estão “mal” mas raramente conversam sobre isso. Em sessão tudo se torna mais óbvio.

E então surge o receio de ter que tomar decisões…afinal a terapia não serviu de nada…mas serviu, serviu pelo facto de ter esclarecido e ter permitido mostrar caminhos. Caminhos que não eram os desejados e caminhos que não se queria seguir, mas que se tornaram inevitáveis. Existe uma tomada de consciência e ficam a saber o que cada um pensa.

Há dor? Sem dúvida…nenhum caminho o pode evitar, mas estarmos juntos nesta dimensão alivia e torna possível ter esperança.

Fotografia de Helena Almeida

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta de casal. Contacto: 911 846427.

Grupo Terapêutico

No meu projeto Grupo Terapêutico vamos trabalhar em grupo, constituído por 6 a 10 pessoas, que possuam em si o desejo de ultrapassar situações da sua vida, seja na relação com os outros, seja na relação/aceitação próprias.

Um dos objetivos do grupo é trabalhar as resistências à mudança, proporcionando relacionamentos satisfatórios e o estabelecimentos de relações humanas gratificantes pelas trocas estabelecidas.

No grupo cada um fala de si e fala para os outros. Recebe contributos e dá contributos, numa troca que favorece o crescimentos pessoal e grupal.

As sessões são conduzidas por mim e com supervisão.

As sessões são semanais, às terças feiras, entre as 18h e as 20h, a decorrer entre 12 de abril e 12 de julho. 

É um modelo bastante interessante. Se sempre teve interesse em aprofundar temas sobre si e as dificuldades que tem em conviver com eles, esta é a oportunidade.

Espero o seu contacto pelo número 911 846 427, ou pelo email trilhosfamiliares@gmail.com

Alexandra Alvarez, a sua Terapeuta Familiar e de Casal.

A escolha de quem está ao nosso lado!

Parte de fazer um casamento dar certo envolve entender por que escolhemos o nosso parceiro em particular. Afinal, poderia ter havido muitos outros. A resposta padrão é que os escolhemos porque sentíamos que era o mais adequado para nos fazer felizes. A resposta psicoterapêutica poderá ser diferente: é que os escolhemos porque pareciam familiares. Todos nós procuramos recriar, nas nossas relações adultas, alguns dos sentimentos que conhecíamos bem na infância. Isso inclui cuidado e ternura, é claro. 

Todos nós procuramos recriar, nas nossas relações adultas, alguns dos sentimentos que conhecíamos bem na infância. Isso inclui cuidado e ternura. No entanto, muitas vezes, o amor que experimentamos foi misturado com algumas dinâmicas mais complicadas: às vezes um mau humor, uma ocupação constante, alguma melancolia ou inconstância. Sentimentos que vamos tendo e onde por vezes nos refugiamos. Mas temos que direcionar os nossos esforços para mudar a maneira como lidamos caracteristicamente com as dificuldades pelas quais somos atraídos.

Alexandra Alvarez

Tendencialmnete a maneira como tendemos a abordá-los é como as crianças que já fomos. Por exemplo: personalizamos demais as questões, não explicamos a nossa angústia, entramos em pânico, refugiamo-nos no silêncio e muitas vezes procuramos a atenção do nosso par de forma infantil, pela negativa.

Mas há uma oportunidade de passar de um padrão infantil para um padrão adulto de resposta aos lados mais desafiadores do nosso parceiro: através da compreensão do seu lado mais cinzento, falando sobre o que o seu comportamento transporta para nós, pensando em conjunto noutras formas de ele aprender a relacionar-se connosco, e isto resolveria o problema de termos casado (como todos nós) com uma pessoa fascinantemente complicada. 

Artigo inspirado em materias da School Of Life.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar. Contacto: 911846427.

O casamento dos outros é muito melhor?

A nossa percepção do nosso próprio casamento acaba por estar dependente da nossa imagem mental de como os casamentos em geral tendem a ser.  Somos naturalmente muito dados a comparações e sem dúvida que muito mais severos na análise que fazemos de nós próprios.  Nós conhecemos o nosso próprio casamento por dentro, na sua singularidade, enquanto que do casamento dos outros temos uma imagem fortemente editada, limitada e higienizada. 

Os outros casais contactam connosco principalmente em situações sociais, onde o grau de polidez é a norma, e o bom humor e boa disposição acontecem.  Já nós temos consciência das nossas próprias tristezas e dores: os silêncios frios, as críticas duras, as explosões furiosas, os episódios de batidas de portas, as denúncias amargas , as decepções sexuais e os momentos de solidão dolorosa no quarto. 

Compreende-se que é fácil chegarmos à conclusão de que nosso próprio casamento é singularmente amaldiçoado e muito mais sombrio e doloroso do que o normal. 

Em momentos de angústia chegamos a lançar uma acusação ao nosso cônjuge ”ninguém merece isto”.

Ajuda muito sermos mais precisos e concretos sobre como são os casamentos de outras pessoas, não por intromissão mas por partilha e aprendizagem.

O casamento é um projeto difícil e com diversas contrariedades, assim, é fundamental sentirmos que não estamos sós nessa tarefa  e que conversar com outros casais, sobretudo mais velhos, pode ser util para deslindar estes misterio que nos leva a acreditar que só o nosso casamento é dificil e que só nós somos incompativeis. Se pudéssemos ver adequadamente o que se passa nos outros casamentos constatavamos que a nossa realidade é a de praticamente qualquer casamento.

Assim temos uma conclusão surpreendente e bastante animadora: o nosso próprio casamento é realmente muito bom e muito normal  

artigo inspirado em materiais da School of Life.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta de Casal. Contacto: 911 846 427

O regresso! Bem vindos!

É altura de voltarmos a estar e de poder partilhar o mesmo espaço, é altura de podermos encontrarmo-nos de novo no gabinete.

É com muita alegria que partilho que a partir de agora podemos escolher estar juntos em vídeo consulta ou em presencial, ou até fazermos um misto entre o on line e o presencial.

Escolham a forma que mais preferem e façam o novo agendamento. Até já!

Alexandra Alvarez I A vossa Terapeuta Familiar I Contacto 911 846 427

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