O regresso! Bem vindos!

É altura de voltarmos a estar e de poder partilhar o mesmo espaço, é altura de podermos encontrarmo-nos de novo no gabinete.

É com muita alegria que partilho que a partir de agora podemos escolher estar juntos em vídeo consulta ou em presencial, ou até fazermos um misto entre o on line e o presencial.

Escolham a forma que mais preferem e façam o novo agendamento. Até já!

Alexandra Alvarez I A vossa Terapeuta Familiar I Contacto 911 846 427

Vamos para a Escola?

Dentro de dias as nossas crianças e jovens estão de regresso à sua rotina, bem como as famílias que se vão ajustar a novos ritmos e novos horários. O regresso vai ser bom porque também parece que em termos de pandemia estamos a conseguir retomar a nossa “liberdade” e a nossa vida.

Muitas ansiedades por aí?

Posso imaginar que sim, sobretudo para as famílias cujos filhos vão para a escola pela primeira vez, ou para a Creche, e também para aqueles que mudaram de estabelecimento, ou até de ano e até mesmo de turma. Quanta expetativa a gerir.

Com calma,

confiança

e amor tudo se faz.

Alguns vão chorar, acredito que em certos casos nem sejam só os filhos, outros vão estar super entusiasmados, uns acordam logo, outros nem por isso. E depois ainda a questão alimentar: se vão comer se não vão, os materiais, os horários de uns e de outros.

Pais façam deste regresso um tempo de memórias positivas, tirem a foto que regista o momento, façam o vídeo que marca a vossa rotina, ao fim do dia vão com calma buscar os vossos filhos, avisem no trabalho que têm que estar para a família, e que isso é muito importante para todos lá em casa.

Sim, sei que há reuniões e agendas complicadas, sei que sim, mas temos que ter também esse rigor com a agenda familiar. Vamos facilitar este novo ano, vamos harmonizar. Os anos passados, pela pandemia, têm sido extenuantes e atípicos, que agora saibamos valorizar o que importa.

Não é só na escola que se aprende, a vida também nos ensina muito. Criem objetivos e sejam fieis aos mesmos. E não se esqueçam: pelo menos um serão em família durante os dias de semana.

Um forte abraço neste regresso.

Alexandra Alvarez I A vossa Terapeuta Familiar I Contato: 911 846 427

A FALAR É QUE A GENTE SE ENTENDE

As nossa sessões de terapia familiar são um espaço de conversa que facilita a escuta e o entendimento. As minhas questões servem para pensarmos em novas possibilidades e significados para o que estão todos a sentir, pois as respostas que cada um dá desvendam novas situações, algumas nenhum de vocês fazia ideia serem possíveis.

Não há duvida que “é a conversar que a gente se entende”, e para isso é preciso ter tempo, é preciso que todos estejam disponíveis para dar um pouco do seu tempo para esta conversa. Uma conversa que é diferente, tem um terapeuta, no caso eu, que medeia a ”conversa” e onde vocês sentem que é possível serem ouvidos e ouvirem. Ouvir no sentido de escutar.

Este tempo que dedicam a conversar sobre vocês é uma lufada de ar fresco na relação, não sabendo no que vai resultar é sempre um espaço de reflexão que facilita a mudança.

Importa saber que a sessão não se esgota na hora de trabalho em que estão comigo, pois a terapia vai convosco, fica convosco, pois o que falamos na sessão “vai visitar-vos” várias vezes.

“A falar é que a gente se entende” e desenvolve a empatia pelo outro, tentando perceber as suas dores e entenda o que o outro pensa e sente.

As sessões são feitas na presença de todos, e cada um expressa o que sente e que mudança quer ver acontecer.

A terapia familiar não é para loucos ou perturbados é para qualquer família ou casal que quer melhorar o seu relacionamento e fortalecer os seus laços. É uma oportunidade de auto conhecimento e também de se falar abertamente e sem julgamento daquilo que se acha.

Se sente que estas sessões o podem ajudar eu estou aqui!

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar.

Antes e depois da Gravidez

Hoje celebra-se o dia da grávida e sabendo eu que esta é uma fase marcante na vida dos futuros pais, e casal em si mesmo, decidi partilhar 5 tópicos que me parecem fundamentais não descurar: as alterações de humor, o acompanhamento pré-natal, a vida intima do casal, planear a chegada do bebé e tempo para o casal e tempo individual. Então vejamos:

1 – Alterações de humor – A fase da gravidez embora sendo de felicidade pela nova vida tão desejada também vai trazer inseguranças e fragilidades. A grávida vê o seu corpo alterar-se e existem momentos em que se vai confrontar com medo, medo do parto, medo de não ser capaz de “dar conta do recado”, medo do seu corpo não voltar ao que era, medos…medos…

É sem dúvida uma fase em que a sua sensibilidade pode estar à flor da pele e que precisa de apoio do seu par e da família e amigos. É muito importante ter com quem partilhar todas as sua emoções. Assim, a insegurança, ansiedade e preocupação acabam por estar presentes ao longo da gravidez. Contar com isso, e saber que é natural, dá-nos uma sensação de descanso que desagrava os sintomas.

2 – Acompanhamento pré-natal – Atualmente, de uma forma geral, os casais procuram acompanhamento para a sua gravidez desde o inicio, e tal acompanhamento é fundamental. As consultas e exames são muito importantes e a “mamã” beneficia muito se o seu par a puder acompanhar em todos os passos. Estarem ambos a assistir a todas as indicações e a viver todos os momentos ajuda todo o processo.

3 – Vida Intima – O casal pode manter a sua intimidade ao longo deste período desde que seja confortável para os dois e não exista nenhuma condição clinica para que tal não aconteça. Manter a intimidade significa que mantêm a sua proximidade e troca afetiva, não sendo a gravidez fator dessa alteração na vida conjugal. Nesta fase em que a mulher pode não se sentir tão atraente, sentir-se desejada pode ter um significado muito importante na aceitação das alterações do seu corpo.

4 – Planear a chegada do bebé – Conversar com o companheiro sobre as dúvidas que existem e de que modo imaginam que as rotinas se têm que ajustar é muito importante, pois este planeamento facilita a conversa sobre o que o casal pensa e entende sobre determinadas decisões que vão ser tomadas. Um bebé vai exigir muito do casal e é importante que as questões relativas à sua educação sejam conversadas com antecedência, nomeadamente, horário das refeições, quando deixar de amamentar à noite, onde dorme o bebé e até quando, com quem pode ficar além dos pais, entre outras.

5 – Tempo para o casal e tempo individual – Será fundamental que exista tempo para o casal tanto ao longo da gravidez como após o nascimento da criança. O aleitamento pode ser contornado preparando previamente os biberons e tendo o recurso a um baby sitting de familiares /amigos o de serviços especializados. Os filhos precisam de pais que se amam e cuidam. Paralelamente os pais também precisam de tempo para si, por isso ambos devem saber cuidar do filhos e saber decidir sobre qualquer questão, sendo fundamental que ambos os pais confiem no desempenho do outro.

Vai ser difícil? Certamente que sim, uma nova etapa e novos papeis que exigem coisas diferentes de cada um, mas com compreensão e aceitação tudo se supera.

Estes são 5 tópicos fundamentais para uma gravidez e pós gravidez com equilíbrio e harmonia. A confiança do casal alimenta-se das conversas que vão existindo e do acompanhamento que ambos dão a todo o processo.

Em consulta podemos sempre falar sobre isso!

Alexandra Alvarez, a vossa terapeuta familiar.

PROVAR O AMOR!

Nas relações pais – filhos se é certo que o filho deve respeito ao pai, e deve ter deferência e atenções para com este, não é menos certo que precisa desse ensinamento de cuidado para com o outro, e esse ensinamento são os pais quem estão em melhor posição para dar. Quando digo pais, englobo os cuidadores e todos aqueles que desempenham este papel.

Os pais são o modelo mais próximo de humanidade e trocas afetivas que os filhos têm, e é com eles que podem aprender condutas, emoções, limites, o certo e o errado, mas não existindo um Manual de como ser bons pais, muitas vezes este modelo pode não não ser ilustrativo daquilo que se espera dos pais.

Claro que os filhos podem sentir que há falhas, os filhos gostariam que fosse de outra forma, e vão criando ilusões sobre o que esperam dos país que estes podem não conseguir cumprir, e acredito que muitas vezes porque não sabem fazer melhor.

Somos bons a criar barreiras, a fazer leituras dos comportamentos dos outros e a fecharmo-nos nas nossas conchas, mas quando isto se passa com os filhos, aqueles que dependem de nós para o seu desenvolvimento emocional harmonioso, estas barreiras, leituras e fechamentos não ajudam e não facilitam. É preciso PROVAR O AMOR. Provar de garantir e provar de sentir.

Espera-se que os pais sejam um número infindável de coisas, entre elas que sejam responsáveis, mas essas expectativas nem sempre são correspondidas, e os filhos sentem esse défice. 

Sentindo esse défice acabam por não prestar o reconhecimento aos pais, nem o “respeito” que estes também esperam dos filhos, o que muita vezes cria e alimenta o distanciamento pais/filhos: o pai espera que o filho o reconheça e se aproxime, acha que o seu relacionamento é claro, e o filho espera que o pai lhe demonstre que é um porto seguro e que o ama, pois afinal não sente a essa clareza. Mas isto passa-se em silêncio, sem que nenhum converse sobre isto, e a relação vai-se construindo em suposições.

Pais, sejam efetivos no amor que têm pelos filhos, afinal somos os pais, somos nós os adultos, e cabe-nos a nós demonstrar que estamos na relação e garantimos as suas necessidades. Cabe-nos a nós educar para o amor.

Sim o respeito e deferência são para existir, mas surgem depois do amor e das necessidades afetivas e de segurança asseguradas.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar.

Imagem do filme Festa de Família.

Abraçar rotinas!

As férias estão a terminar, os dias começam a ficar mais pequenos, a aragem fresca fica mais constante e todos nós começamos a retomar as nossas vidas, os nossos ritmos: É tempo de abraçar as rotinas.

Há os que esperam ter coragem para recomeçar tudo, e há os que estavam desejosos de as retomar porque não convivem bem com a sua falta.

Reentrar nos horários, nas semanas preenchidas, nas obrigações do quotidiano.

Como é consigo e com a sua família? Como se sentem?

Neste regresso é importante recriar, sobretudo porque se pretende um regresso mais pleno relativamente ao último ano.

Deixo 5 sugestões que podem contribuir para o foco na felicidade:

1 – Reorganizar o espaço da casa, espera-se que o teletrabalho e telescola reduzam;

2 – “Destralhar” fazendo escolhas das peças de roupa e objetos que não estão a ser precisos há muito tempo;

3 – Encontrar uma atividade de lazer que contribua para a saúde fisica e mental de cada um;

4 – Regressar ao trabalho com a noção de que deve existir tempo para a família e para o casal;

5 – (re)Definir o contributo de todos para o bem estar familiar e individual.

É importante que voltemos sempre a reorganizar, a falar sobre o que queremos melhorar, sobre o que esperamos de cada um, sobre as nossas necessidades, e em conjunto definir um plano, uma agenda concreta sobre o que temos que fazer.

Bom regresso, e “abracem as rotinas” com esperança, motivação e amor.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar.

Pais separados e lealdades.

Quando um casal se separa e tem filhos em comum, o seu papel de mãe e pai continua e manter-se-á pela vida fora.

A presença de ambos é imprescindível ao desenvolvimentos harmonioso dos filhos. Cada um, pai e mãe, terá o seu feitio, as suas regras, a sua forma própria de ser, mas esta diferença também existiria se o casal conjugal se mantivesse. Assim, os filhos aprendem a lidar com essas diferenças de igual forma, porque amam ambos igualmente.

“Quem se separa é o par amoroso, o casal conjugal. O casal parental continuará para sempre com as funções de cuidar, de proteger e de prover as necessidades materiais e afetivas dos filhos… Costumo afirmar que o pior conflito que os filhos podem vivenciar, na situação da separação dos pais, é o conflito de lealdade exclusiva, quando exigida por um ou por ambos os pais.” (Féres-Carneiro, 1998, p.387).

Não cabe aos pais o julgamento um do outro, nem cabe aos pais esperar a lealdade dos filhos em exclusivo apenas a um deles. Os filhos não devem ter que fazer escolhas, pois foram os seus pais que se escolheram para assumir esse papel para consigo, assim, não tendo acontecido nada que justifique o contrário (abandono por um dos pais, maus tratos, negligência, …) é natural e expectável que os filhos gostem de ambos em igualdade de circunstâncias, e como tal sejam leais tanto ao pai como à mãe, não devendo existir interferência dos adultos neste sentimento.

Só assim é possível que o desenvolvimento dos filhos seja harmonioso e equilibrado, porque têm a liberdade de expressar e nutrir os seus sentimentos e emoções.

Alexandra Alvarez, a vossa Terapeuta Familiar e de Casal.

Queixas “com estilo”

Nem tudo nos agrada nos outros, e é natural que chegue um momento que nos queixamos, queixamos daquilo nos faz confusão, não percebemos, não aceitamos.

E sim, é natural, no entanto estas queixas devem ser feitas “com estilo”, com arte.

Sendo a queixa algo que soa a negativo, se o fizermos com zanga e sem cuidado ampliamos o seu efeito negativo no outro. Uma das formas da queixa/critica ser melhor aceite utilizarmos o método sanduíche: começamos por falar em pontos positivos, referimos os negativos de seguida e finalizamos com novo elogio às qualidades:

“És muito responsável relativamente às compras da casa, sabes o que nos faz falta, mas em relação às compras de revistas parece que te controlas menos, não só pelos gastos mas porque depois não tens tempo para ler. Acho interessante porque em tudo o que é essencial demonstras muita organização e objetividade”.

Alain de Botton, sugere que se concilie a critica com o elogio; que devemos referir que é compreensível que existam determinadas falhas, e que é até normal; é útil que o nosso discurso seja suave, sem confrontos agressivos, e sem verdades absolutas (por vezes, talvez, sinto que…). Na critica devemos ser específicos e claros sobre o que realmente nos incomoda, tal como devemos referir o que desejamos que se altere, com sinceridade.

A critica “com estilo” torna-se num diálogo poderoso, facilitador da comunicação e da abertura do outro à nossa mensagem. Um critica amorosa, sem incriminar, sem exageros e sem desvalorização.

Quando criticamos podemos contribuir de forma construtiva para uma mudança positiva.

Alexandra Alvarez I A vossa Terapeuta Familiar I Contato: 911 846 427

Quando um se esforça é suficiente?

Em família há a tendência de um fazer mais e esforçar-se mais do que os outros para o bem comum, e a pergunta que se impõe é se tal resulta. É esse esforço individual suficiente?


Dificilmente.

A família é composta por todos os eleitos pelo que é o esforço de todos que conta. É bem vindo todo e qualquer esforço, mas sendo de um só não é suficiente.

Muitas vezes quem está nesse papel espera contagiar os “outros” com a sua ação, pensa inspirar, pensa que vai mudar, é mais que pensar,

é acreditar que tal é possível.

Mas na realidade nos não contagiamos ninguém a ser diferente, o SER associa-se às nossas características e nos só mudamos quando somos nos próprios a sentir vontade dessa mudança.

Com frequência acontece sentir que se frustra, que está só, que se cansa em vão, e apesar de tudo o que faz não ter sido pedido por ninguém, apesar do que o que faz ser uma escolha própria, quando se apercebe que está sozinho cobra e sente-se injustiçado e incompreendido.


Pensar em esforço é pensar em algo que custa, e de facto a m minha opinião é que não devemos estar em esforço, estar na relação não deve ser esforço, tudo deve fluir, se eu estou em esforço é porque alguém não repara nos meus limites, no que é importante para mim, e então temos outras questões para colocar em ordem.

Assim, a bem de todos, as alternativas que nos restam, caso os nossos pares mantenham as suas características, será aceitar que é assim, e compreender que quando sentimos que estamos “em esforço” esse é um esforço que fomos nós que decidimos ter, não podendo ser usado como moeda de troca, uma vez que não nos foi pedido, fomos nos que sentimos ser necessário fazer e fizemos, de acordo com a nossa forma de ser e estar.

Nós acreditamos que assim seria melhor, mas se os outros não sentem essa necessidade nunca vão perceber o porquê de assim ser melhor, ou até podem ter outra proposta e outro modo de fazer.

Aceitar o que não podemos mudar torna-se fundamental para prosseguirmos em paz e harmonia.

Alexandra Alvarez I A vossa terapeuta familiar e de casal

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